É um objecto quase perfeito, não fora o final pitoresco sobre o Port Vale XArsenal na War Cup
É um episódio quase todo sobre a culpa. O psiquiatra polaco, cuja família morre em Majdanek e que sente a culpa dos sobreviventes, e o aviador britânico, bombardeiro de civis em Hamburgo, cuja mulher se envolve com o médico dele.
Depois, o triângulo principal. Ela recebe de volta o marido, soldado libertado de um campo de prisoneiros alemão, que não acha graça a amizade entre a bela o monstro ( um prisioneiro de guerra alemão que a ajuda na quinta). Ainda há um rapaz que foge para Hastings ( onde se passa a série), porque estava farto de levar com a raiva das mulheres a quem entregava os telegramas a anunciar a morte dos maridos ou dos filhos na frente de guerra. Nicholas Ray também filmou a culpa, o amor e a guerra nesta outra delícia, mas num quadro mais restrito. Broken Souls é avassalador.
É quase todo sobre a culpa, porque reserva um pedaço para redenção. O psiquiatra, enlouquecido pelas notícias sobre Madjanek, acaba por matar o prisoneiro alemão porque este o empurra ( cai na valeta, como todo o judeu) e o manda afastar-se, em alemão brusco. Quando Foyle lhe diz que haverá atenuantes, o psiquiatra responde que não:" todos tínhamos vidas normais até 1939". A bela resistiu à tentação de se deitar no feno com o vigoroso ajudante alemão durante quatro anos e parece a única não-culpada, mas é engano: sabia que o alemão estava doido por ela e alimentou o sentimento como uma muleta para a solidão. Quando ele morre, julga ser o marido o assassino e deprime.
A origem da palavra redenção remonta ao latim: voltar a comprar, do verbo red-emere, o "d" em "re" usado, no latim antigo, antes das vogais. Ou seja, comprar de novo a inocência. Fica para depois...
um episódio sobre a culpa? é por demais tentador. a série é de narrativa contínua ou não se perde por ver só um episódio? (nãoposso acrescentar mais uma série ao vício)
ResponderEliminarafinal, a moral da história?
:-)
é descontínua, mas ganha-se em vê-la toda , claro.
Eliminarfico curioso. Mas simplificando, no final da noite há culpa e complexo de culpa .
ResponderEliminarhaverias de gostar muito de Foyle´s War: cheia-me que é o teu género.
EliminarAbraço tipo Montero.
ResponderEliminaroutro, tipo Chikaballa
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