email para contactos:
depressaocolectiva@gmail.com

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Boa pergunta


Pela enésima vez: Como é possível ele dizer-me num dia que me ama para sempre e no dia seguinte dizer que tem de pensar e depois acabar? No último mês foram mais duas  mulheres a querer saber.
A linguagem é muito sobrevalorizada. O Silva ama a mulher, não pode viver sem ela, por isso mata-a. O Mário-Henrique  Leiria ( Contos do gin tónico) também explica:

Na riqueza e na pobreza, no melhor e no pior, até que a morte vos separe.”

Perfeitamente.

Sempre cumpri o que assinei.

Portanto estrangulei-a e fui-me embora.

Dizer, não custa nada; não dizer, ainda menos.


8 comentários:

  1. Isto de ser psicólogo dá um desalento enorme em relação à capacidade de existir um amor daqueles mesmo giros, como nos filmes, não dá?. A mim dá:)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olhe que não. olhe que não...

      Eliminar
    2. Tem que me explicar como é que faz isso:)

      Eliminar
    3. não sei, a sério que não...:)

      Eliminar
  2. ruído na interpretação, que a linguagem verbal não está isolada de outras formas de comunicação. eventualmente, um excesso de foco no que se prefere acreditar.

    ResponderEliminar
  3. Toma esta como uma provocação: depravação é depravação, ponto final. Não serão afinal “passionais” a maior parte dos crimes?
    Abraço tipo leonino.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. suave, suave...
      e outra boa pergunta, essa: muito boa...

      Eliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.