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domingo, 9 de junho de 2013

Messias


Um resumo ( tradução) de dois artigos sobre  Viktor Orban e um problema sempre  actual: pode o líder messiânico aspirar a ser ditador? A pergunta  encontra outra:  há uma psicologia política  específica para essa aspiração?
Os autores descrevem um duplo método: isolar  as pessoas das fontes de ansiedade e dividir o povo. A criação de uma  realidade insulada do resto do mundo  já foi experimentada  vezes sem conta. Parte da construção de um perigo exterior ( ou do seu exagero)  para criar a necessidade de identificação absoluta com o líder messiânico. A divisão da sociedade visa estabelecer linhas de passe para ansiedade resultante da tensão: há forças de bloqueio entre nós.
Muita atenção para um aspecto que os autores referem: um líder tem sempre  de compreender as aspirações das pessoas. O que é que elas querem?
Sem entrar em teorias complicadas, isto faz algum sentido. Estamos programados para aceitar quem preenche as nossas necessidades. Faz parte do nosso processo de socialização, primeiro, maternal e, depois, social. O processo político, sobretudo se animado pelo fantasma de um inimigo exterior, agudiza essa necessidade. E, como se sabe, a ocasião faz o ladrão.

5 comentários:

  1. Má analise de orban e dos húngaros. A economia húngara e uma das mais abertas da Europa e a exposição a ideias externas e elevadíssima. Orban e um populista cristão, nacionalista, e as suas referencias são szechenyi e 1956. Existe um conflito na sociedade húngara, exacerbado durante o comunismo, mas na realidade vem da passado remoto. Os últimos 500 anos da historia húngara baseiam-se na contradição entre conformismo e autarcia. Levaria muito tempo a explicar, mas orban pertence ao segundo grupo.

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    1. "Má analise de orban e dos húngaros": feita por húngaros, curiosamente...
      E talvez o Luís não tenha repaardo: um dos autores diz excatamenet que Orban traiu o passado.

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  3. Sou português, logo todas as minhas interpretações sobre a realidade portuguesa são exactas. Orban e um manipulador, mas o autor citado nao e. Orban anda a dividir a sociedade, nao e a sociedade que esta dividida. E como passos, que também anda a dividir uma sociedade profundamente unida e solidaria. Alias, o caso turco e semelhante. Há sempre um mau que divide, enquanto um lado bom quer unir e fazer consensos.

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